Por vezes no silêncio da noite, nesta escuridão penetrante que me envolve, neste tempo que insiste constantemente em avançar, eu fico parada apenas a olhar uma fogueira.
Olho o fogo e milagrosamente recordo-me do teu rosto, visualizo cada traço teu.
O calor desse fogo é o calor que sinto quando os nossos corpos se unem como se fossem um só, um calor que transmite o amor e o carinho de toda uma vida.
Parece que sinto o pequeno toque dos nossos lábios, um toque tão simples que significa todo o afecto que temos, um toque que marca, um toque perfeito!
Quando dou por mim estou a viajar por entre as labaredas de uma fogueira, um fogo que se pode apagar com um simples copo de água. Pois água aqui, só a dos rios da vida...e os nossos já estão unidos. As suas águas caminham lado a lado, partilham tristezas e alegrias e cumprimentam todos aqueles rios que se vão juntando para chegarmos à foz e tornarmo-nos no vasto oceano.
Espero que por muitas pessoas que se juntem a nós na nossa caminhada até à foz, nunca nenhuma delas polua o nosso rio com intrigas, com mentiras que nos possam dividir.
Mas por muitos rios que apareçam, por muita água que se atire, a fogueira poderá apagar-se, mas o fogo que existe entre nós jamais se apagará, pois esse, não é um fogo qualquer, é o fogo que existe entre duas pessoas unidas, é o amor que sentimos um pelo outro, e esse, perdurará para além da nossa foz, para além da nossa existência.
Porque o "amor é fogo que arde sem se ver".
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Amo o infinito e ele sabe que eu existo,
Amo a amizade e ela está dentro de mim,
Amo a alegria e ela as vezes escapa-se-me,
Amo a felicidade, e ela às vezes foge,
Amo a Natureza e ela está a ser destruída,
Amo a vida e sei que vou perdê-la,
Amo a Deus e nunca o vi.
Amo amar e poucos me amam a mim,
Amo e não sei o que é o amor,
Talvez o ardor que sinto dentro de mim,
A fogueira que nunca mais se apagará...
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
O grão de areia..

Por vezes nem sempre vemos que o tempo passa a correr...
Nem sempre vemos que a vida é tão curta, que nem sequer temos tempo para fazer aquilo que mais gostamos.
Mas que vida é esta?
De onde vem?
Num mundo tão vasto, num universo tão profundo, no meio de milhares e milhares de pessoas e à tantos biliões de anos de existência humana, quem sou eu?
Sou como o vento, vou e venho...
Sou como as nuvens que andam e não sabem quando vão parar...
Sou tão minúscula que pareço um pequeno grão de areia trazido pelo mar e guiado pelas estrelas.
Quem sabe o que me vai aparecer pela frente?
Quem sabe se estou no norte ou no sul?
Somos tão minúsculos que nem devíamos ter o poder de fazer mal aos outros, nem devíamos ter a capacidade de pensar, porque "pensar incomoda como andar à chuva", porque pensar rouba-nos o êxtase de contemplarmos a natureza, de a olharmos e a amarmos como ela sempre nos amou, porque "pensar é estar doente dos olhos".
E quando pensamos, quando avaliamos o mal que o pequeníssimo grão pode fazer à humanidade, ficamos desgostosos por não conseguir pôr um ponto final em tudo o que começámos.
E por fim, aparece algo extremamente diferente, algo que não se possa fazer nada para impedir, sentimo-nos desesperados, completamente impotentes, e mais tarde, vemos que podíamos ter dito a toda a gente que são importantes, que são amigos e que os amamos do fundo do coração...
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