segunda-feira, 8 de agosto de 2011

The moonlight...


Lá está ela!
É tão bela!
Queria ter-te na palma da minha mão
E pedir-te com carinho: "Não me deixes, não?"

Sempre que te vejo a minha alma voa,
O relógio pára e tudo é novidade,
É como uma música que no fundo soa,
E na verdade, nada é realidade.

E fico assim um pouco perdida,
Neste imenso mundo mágico,
Onde não habita mágoa nem ferida,
Em que o final nunca é trágico.

Mas sabe tão bem viver assim,
Onde tudo é belo e está a brilhar...
Se estiveres sempre aí.. Diz-me que sim!
Vou ficar sempre com olhos a cintilar...


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

My little one... Can I kill you?


Passas-te por mim na tua infância…Eras tão pequenino!! Nem notei pela tua presença…Foste crescendo e foi num dia frio de Novembro que reparei em ti…Quem diria que já estarias tão crescido?

Nunca me esqueci desse momento, em que a água corria pesadamente pela minha face e o sentimento, esse ia crescendo, tal como tu.

O medo apoderou-se de mim, dos meus actos, dos meus sonhos, dos meus pensamentos, da minha vida…E a ansiedade era constante, viva, não se escondia de ninguém e fazia correr rios que nasciam nos meus olhos…

Não conseguia perceber como crescias, de onde vinhas, quem eras… Porque vieste ter comigo?

E o medo, esse continuava a dar largas à minha imaginação, continuava a comer-me, sentia-lhe os dentes roer-me os ossos, sentia a dor que ele provocava, podia arrancar um pedaço de mim…

Quantas vezes quis tirar-te da minha vida? Quantas vezes quis matar-te? Maldito sejas! Saí daqui! Não me destruas a vida que construí! Não me faças perder tudo! Não te quero!Quem és tu para aparecer na minha vida de rompante? Porque me roubas a alma?

Quis morrer só para não te ter e quando te tive…quando te tive respirei fundo… Suspirei sucessivamente, até ter a calma suficiente para dizer: estou livre! E assim o medo partiu… Partiu, porque te tinha aceitado, como tu eras!

Mudaste…

Meses mais tarde alguém bateu à porta e fortemente a derrubou, entrando sem pedir licença… O medo voltou e a ansiedade corria velozmente atrás dele entrando também, alojando-se em mim sem eu dar autorização…

Que noite fria é esta que nunca mais acaba? Que ventos trazes tu que só aparecem tempestades? Onde está a lua e as estrelas que me iluminam e me dão forças a dar-te vida?

Matar-te-ei meu pequeno ser?

Incomoda-me pensá-lo…mas se o fizer, deixas de ordenar que me comam as entranhas?

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

If I Could...


Se eu pudesse estar assim noite após noite…

Se eu pudesse pousar a minha cabeça sobre o teu ombro e fazer o tempo parar…

Não sabes como é mágico estar assim contigo, olhar-te, ver os teus olhos a cerrarem-se, como um livro que fechas lentamente. Sentir-te, sentir o teu corpo junto ao meu, a tua barba que me arranha e que me arrepia, o teu cheiro, esse teu odor que me faz viajar, a tua respiração, os teus lábios…

O teu toque, simples gesto que nos leva a percorrer por entre montes e vales, florestas densas, esverdeadas, com árvores que atravessam o céu, que nos levam às nuvens num vai e vem sem cessar.

Olhamos a lua, ouvimos o som das gaivotas misturar-se com o rebentar das ondas, e a brisa, a maresia que embate no nosso rosto…as nossas mãos entrelaçadas misturando as vontades que se escondem, demonstrando o sentimento, o amor…há coisa melhor que isso?

Se eu pudesse…