segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Bons tempos foram vividos, tempos que não foram apenas momento passados, tempos que ficam e que permanecem para sempre...
As cores também permaneceram numa memória longínqua e é lá que vão ficar, porque as cores que em tempos foram vivas, um arco-íris de felicidade, essas cores escureceram com mágoas e desilusões...
O doce? Tornou-se amargo, azedo, intragável...
Algo que só por erro voltaria a comer...
Já errei o suficiente. Será não errava ao perdoar?
"O perdão dá oportunidade ao outro de ser hoje quem não era ontem", "Perdoar liberta tanto o ofensor quanto o ofendido", mas eu não me quero libertar, eu já sou livre! sou livre e feliz assim, basta de oportunidades e de pedidos sem sentido.

Aconteceu, foi vivido e sentido, mas acabou...

Apenas vai habitar na memória e num lugarzinho bem no fundo do coração, onde se guarda as coisas doces, com sabor a gomas que um dia se partilhou... lugar esse em que elas não azedam como na vida real.



quinta-feira, 29 de julho de 2010

Quatro pequenas pessoas

Por vezes pergunto-me onde é que isto vai parar,
Onde está aquilo que construímos,
Que foi feito do que éramos,
Que fizemos para acabar...

Por vezes penso que tudo podemos mudar...

Promessas que fizemos,
Momentos que vivemos,
Risos que demos,
E o que é que temos?

A simples vida que escolhemos...

Quatro pequenas pessoas,
Que seguiram em frente,
E pelas suas canoas,
Têm um destino diferente...

Que saudades daqueles tempos...

Novos desafios nasceram,
E outros foram completos,
E aqueles que conheceram,
Tornaram-lhes os horizontes abertos...

sábado, 24 de outubro de 2009


Tanto tempo passou,
E tudo o vento levou,
O que aconteceu?
Que fiz eu?


Muitas vezes recordo,
Aqueles dias por que passamos.
Mas logo depois acordo,
E pergunto-me porque paramos.


Tudo acabou.
E nada ficou.
Quanto às boas lembranças,
A água do mar as apagou.